O Papel da Arte

ANNA CAROLINA – DEPOIMENTO PARA O LIVRO GRAVURA BRASILEIRA HOJE

Há 20 anos atrás a Oficina do SESC-TIJUCA, publicou três livros de entrevistas denominados “GRAVURA BRASILEIRA HOJE: depoimentos”, coordenado pela professora e gravadora Heloisa Pires Ferreira e pela professora Maria Luisa Távora, com as entrevistas feitas por Adamastor Camará,  onde foram colhidos os testemunhos dos mais importantes artistas gravadores do país. Tal publicação tem uma importância histórica relevante para a compreensão da história da arte no Brasil, no campo das artes plásticas e da gravura. A coleção além de estar esgotada, não é facilmente encontrada nem em bibliotecas públicas,  deixando portanto de cumprir seu papel na divulgação e no conhecimento da obra de tão importantes artistas e a visão destes sobre o ofício de gravadores. Por isso, O PAPEL DA ARTE reproduzirá todas as entrevistas publicadas acreditando desta forma estar contribuindo para o conhecimento da arte da gravura e da sua história através de seus maiores representantes. Aproveitem e mergulhem no universo de cada um destes maravilhosos artistas.

“Porque há madeiras que querem ser lixadas, outras não; há as que pedem para você desenhar direto nelas e as que já querem outra coisa. Enfim, o que ela quiser é o que você vai fazer, é o que você deve fazer.”

Anna Carolina

Anna Carolina, artista plástica gravadora e professora.

Anna Carolina, artista plástica gravadora e professora.

FORMAÇÃO DO ARTISTA E SURGIMENTO

DO INTERESSE PELA LINGUAGEM DA GRAVURA

 

Anna, conte-nos como foi a sua iniciação em arte.

AC: Vim de uma família de classe média burguesa que não tinha o hábito de frequentar museus ou galerias, e embora desde criança gostasse muito de desenhar, sempre quis ser professora primária, para ensinar a ler. Estudei no Instituto de Educação, me formei e comecei a lecionar. Tinha dezessete anos. Casei, tive três filhos e continuei desenhando. Desenhava muito as histórias que eu contava para os meus filhos e para os meus alunos, mas nunca me ocorreu ser artista, nunca tive vontade de fazer Escola de Belas Artes.

Um dia recebi uma carta de uma amiga que morava no Canadá, pedindo para procurar o Newton Cavalcanti. Eles eram muito amigos, e como fazia tempo que ele não respondia às cartas dela, queria que eu fosse à casa dele saber o que estava acontecendo. Fui lá, e conheci o Newton. Fiquei absolutamente fascinada com tudo que vi, as xilogravuras, as matrizes, e me deu muita vontade de fazer  xilogravura também. Perguntei se ele podia me ensinar, mas ele estava indo para a Europa. Saí procurando outra pessoa e acabei achando o José Altino, na Escolinha de Arte do Brasil.

 

ANNA CAROLINA: "Ah, se o locutor que vos fala...", xilogravura colorida, 1988.

ANNA CAROLINA: “Ah, se o locutor que vos fala…”, xilogravura colorida, 1988.

 

Comecei na Escolinha numa data especial: no dia do meu trigésimo aniversário. Tenho mania de fazer uma coisa marcante no dia do meu aniversário, então fui para lá, festejar meus trinta anos em companhia da madeira. Foi uma comemoração particular, uma coisa muito minha.

O Altino me deu um pedaço de pinho e disse que eu fizesse um desenho. Desenhei um rosto, que era o meu, e mostrei a ele. Em seguida, ele me deu umas ferramentas, dizendo para eu cavar o desenho partindo do princípio de que tudo que eu rebaixasse iria ficar branco, e o que eu deixasse sem cortar iria ficar preto, receberia tinta. Até hoje, cada vez que digo isso a um aluno, me lembro dele. Quando acabei, ele olhou e disse: “Você corta bem. Agora vamos entintar.” E passou a tinta. Depois colocou o papel, me deu uma colher de pau e ensinou como se imprimia. Fiquei ali imprimindo quietinha até ele dizer que podia parar. Quando levantei o papel da madeira e vi minha primeira gravura impressa fiquei tão  emocionada que comecei a chorar. Ninguém viu. Aquela gravura era o presente de aniversário que eu estava me dando. Esse momento em que a gente levanta o papel para ver a primeira cópia da gravura é sempre um momento mágico, é como um mistério que se descortina… Voltei para casa com toda aquela alegria que era só minha. Foi muito bonito. Estamos juntas até hoje, eu e a xilogravura. Faz treze anos. Estou com 43 anos.

 

“E, pelo amor de Deus, não chamem monotipia de gravura! Nunca!” 
Anna Carolina

 

Como era o trabalho prático de gravar com Altino?

AC:  O José Altino ensinava pouquíssimo, falava pouquíssimo, o que eu acho muito bom. Ele não ensinava, ele fazia a gente descobrir. Sentava sempre à cabeceira da mesa, nunca mudava de lugar. A gente mexia muito com ele por causa disso, dizia que ali era o lugar do mestre. Ele é uma pessoa muito nordestina, quero dizer, tem o jeito macio, nordestino, de ser. Muito tranquilo. Lembro que eu achava bonito quando ele dizia o meu nome com aquele “ó” aberto do sotaque nordestino, bem devagar. Eu gostava da música do seu chamado; nunca atendia da primeira vez,  só para ouvir duas, três vezes ele dizer, Caróolina, Caróolina.

Ele tinha uma relação muito mansa com os alunos, muito suave, como a pessoa que ele é. Ensinava pouco e bem. Não me dava a receita, mas estava ali ao lado. Eu dizia para ele o que pretendia e ia fazendo. Se tivesse algum problema de ordem técnica, aí, evidentemente, ele facilitava, ajudava. Mas nunca impunha nada, nunca interferia. Dizia sempre: “Você vai fazer o que você quiser. Tente”. Podia dar indicações, sugerir. Uma vez perguntou se eu gostaria de experimentar outra madeira mais dura.

Quando falo que ele induzia a gente a descobrir não estou dizendo que era para a gente adivinhar o que existe no universo da gravura. Era uma espécie de aula particular, ele ia ensinando de acordo com as necessidades pessoais de cada aluno. “Quero colocar duas cores”, aí ele ensinava o registro. Foi com ele que aprendi a observar, e também a usar melhor os sentidos. Aprendi a saber a textura certa da tinta pelo barulho que faz no rolo, entintando, a reconhecer uma ferramenta amolada, mesmo na mão dos outros, só pelo som do seu corte na madeira. Tento fazer assim com os meus alunos também. Pelo tato se sente qual é o lado do papel melhor para imprimir. O olho às vezes se engana: cedro e mogno são muito parecidos, mas a língua não se engana. Lambendo os dois você percebe que cada um tem um sabor diferente. O José Altino me ensinou a fazer xilogravura e me ensinou também a ser professora de xilogravura.

Depois você trabalhou com o Abelardo Zaluar?

AC: Só durante pouco tempo. Um dia comecei a achar que precisava de um professor de desenho, queria aprender a desenhar para desenhar muito bem, porque comecei a achar que não sabia. Disse isso para o Altino e ele me pegou pela mão e me levou para o ateliê do Aberlardo Zaluar. Fiquei lá um tempo. Mas aí aconteceu uma coisa engraçada: às vezes o Altino gostava de um trabalho e o Zaluar não gostava. Ou o Zaluar gostava e o Altino não. E cada um sempre dizia porque estava bom, porque não estava. Eu ficava tonta, não sabia nunca quem tinha razão. Aquilo foi complicando minha cabeça, até que um dia conheci o Orlando Dasilva, uma pessoa que teve enorme importância na minha vida. Viu meus desenhos, minhas gravuras, e me disse o seguinte: “O professor de arte não precisa nem saber de arte. O professor de arte é uma pessoa que tem a cintura cheia de chaves com que abre as almas dos alunos. Acho que a chave da sua alma não está, neste momento, na cintura de nenhum dos dois. Deixe as aulas e vá trabalhar sozinha.” Fiz  isso. No princípio estranhei um pouco, mas continuei. E foi muito bom. Meu trabalho cresceu e eu também.

 

"SORRY, GRAHAM BELL VI", xilogravura sobre papel de catálogo telefônico, 1984 da artista ANNA CAROLINA.

“SORRY, GRAHAM BELL VI”, xilogravura colorida, 1984, da artista gravadora ANNA CAROLINA.

 

GRAVURA: REPRODUTIBILIDADE. O MÚLTIPLO COMO DESTINO

O que você pensa a respeito da gravura como obra múltipla?

AC: Se é gravura, tem que ter cópias, várias cópias. Isso é definitivo. Grava-se uma placa para servir de matriz, para reproduzir aquela imagem muitas e muitas vezes. A reprodutibilidade caracteriza a gravura, é o objetivo da gravura. Não consigo imaginar alguém gravando para tirar somente uma cópia. É um absurdo.

É também a reprodutibilidade que faz da gravura a mais democrática das formas de expressão. Só admito a prova única em circunstâncias muito especiais, como uma variação de tiragem. Mas ainda assim não seria uma prova única, seria apenas uma prova diferente das outras provas de tiragem.

É bom lembrar, também, que a tão falada contemporaneidade da gravura nada tem a ver com a questão da reprodutibilidade. E, pelo amor de Deus, não chamem monotipia de gravura! Nunca!

 

TRADICIONALISMO E VANGUARDA EM GRAVURA

Como você vê a questão da vanguarda ou tradição nas artes, em especial na gravura?

AC: Não gosto de rótulos. A vanguarda virou uma academia. Acho que tudo que você faz e consegue um bom resultado, uma coisa harmoniosa, é valido. Não importa se seguiu à risca a técnica, se seguiu o uso tradicional. Não tenho a menor preocupação com essas coisas, se é vanguarda, se não é vanguarda, se pode isso, se não pode. Tudo que é bom, pode. Tudo que fica bom, pode. Pode xerox na gravura? Na minha tem. E é uma coisa tão nova, que a gente não sabe se vai durar, se daqui a cem anos ela ainda vai ter a mesma qualidade de imagem que tem hoje. Ninguém sabe, teremos que esperar cem anos para saber.

 

"TELEFONE NÃO É LUXO, É NECESSIDADE", xilogravura colorida impressa sobre papel de catálogo telefônico, da artista ANNA CAROLINA

“TELEFONE NÃO É LUXO, É NECESSIDADE”, xilogravura colorida da artista ANNA CAROLINA

 

ENSINO DA GRAVURA SUA DIFUSÃO E INFLUÊNCIAS

Você acha que é importante a existência do mestre para os artistas em formação?

AC: A vida é que é o grande mestre, o mestre maior. Pelo caminho da vida, a gente vai encontrando outros mestres, menores que ela, que vão nos acrescentando, nos construindo. Meu mestre primeiro foi Newton Cavalcanti, que despertou em mim, esse amor, essa vontade. Depois foi a vez do Altino, que me colocou a goiva na mão. Também foi mestre. E o Orlando Dasilva, com quem tive uma longa convivência e com quem aprendi muito, embora não me desse aulas formais, curriculares. Levava, de tempos em tempos, minhas coisas para ele ver. Ia à sua casa, ao ateliê, e a gente conversava sobre o que eu estava fazendo. Ele me orientava. Nunca foi meu professor, foi meu mestre.

Como o Lívio Abramo, que também considero mestre. Ele mora no Paraguai e por isso a gente se vê pouco. Só nos encontramos quando ele vem ao Rio e aí passamos tardes inteiras conversando. A gente se escreve muito, também. Temos uma relação muito bonita, de amizade, afeto e admiração.

Quanto às possíveis influências, acho que não as tive. Não percebo, prontamente. Houve orientação, influência não. Minha gravura foi sempre muito pessoal, talvez até porque muito solitária. Sozinha eu resolvia minhas questões formais. Não fiz Escola de Belas Artes, nada disso. Tive a sorte de começar já num ateliê livre, com um professor que não me ensinava e que por isso mesmo foi um bom professor. Fiquei lá menos de dois anos e fui trabalhar sozinha. Enquanto estive com ele, vi muita gravura nordestina. No entanto, na minha arte nunca houve um cangaceiro. Minha gravura sempre foi muito eu, muito a minha história. Muito urbana.

Nascida e criada no Rio de Janeiro, sempre  trabalhei o que era meu universo, meu cotidiano. Influência nesse nível, não tive não. Nem tenho, até hoje. Evidentemente, as minhas idéias, as minhas questões, podem ser também as de muita gente. A bandeira que a gente carrega pode ser a de muitos, mas isso não é influência.

Os artistas podem brotar independentemente da existência de escolas? E a relação da gravura e seu ensino?

AC: Ah, podem. Não é a escola que faz o artista. Se fosse assim, todo mundo que faz ou fez a Escola Nacional de Belas Artes seria um grande artista. E não é assim. A gente já nasce artista. Pode acontecer de nunca botar isso para fora, assim num sentido profissional, mas lá dentro  dele é artista. Se não for, pode fazer todos os cursos, ler todos os livros de arte, visitar tudo que é museu, que não adianta. Pode, no máximo, se tornar crítico ou professor, um teórico da arte. A escola só serve para ensinar o que você não poderia adivinhar. E também pelo espaço. Às vezes, a gente precisa da escola para poder trabalhar, precisa do espaço do ateliê. Isso acontece com a gravura. Com a xilo nem tanto, porque dá para você fazer no próprio quarto. Mas uma banheira de ácido não dá para botar na cama!

 

“A emoção é muito importante mas a técnica é indispensável para a conscientização de qualquer linguagem.”
Anna Carolina

 

A escola é bom para a gente aprender a técnica. A emoção é muito importante mas a técnica é indispensável para a conscientização de qualquer linguagem. Se você não aprendeu a ouvir o barulho da tinta quando fica no ponto de entintar a madeira, vai imprimir uma xilo toda empastada. Se não há um professor por perto para dizer que a tinta está grossa, você acaba descobrindo, mas vai fazer muita gravura empastada, até descobrir o ponto certo da tinta. E assim muitas coisas ficam melhores se apreendidas com o professor.

O que estou dizendo é que você não precisa saber que existiu um gravador maravilhoso chamado Goeldi para ser um bom xilógrafo. Se souber, que bom, isso só vai te acrescentar. Sua convivência com ele, com a gravura dele, vai ser muito proveitosa. Mas nunca indispensável. E nem para isso é preciso ir à escola. O que está nos livros, está nos livros, pega-se na biblioteca, e se lê. Para fazer xilogravura, basta ter um pedaço de madeira e uma ferramenta na mão. Não precisa saber em que ano morreu Goeldi, não. Conhecer suas gravuras passa a ser importante pela beleza da coisa, porque a gente se enriquece. Qualquer pessoa se enriquece. Até quem não é artista.

Já o ensino da técnica dá a você uma economia de tempo. Coisas que você ia levar meses procurando, eu ensino em dois minutos, com a palavra experiente de quem lida com isso todo dia, há muitos anos. Eu sei mais que você e te ensino o que sei. Nisso reside a importância do professor. Mas ele tem que ser uma pessoa cautelosa, não pode interferir no trabalho do aluno, não pode invadir. Ele ensina a técnica e puxa a emoção. Só isso. E a descoberta ajuda a desenvolver a sensibilidade.

Minha primeira turma de xilogravura foi uma turma de adolescentes, em 1979, no Parque Lage. Era a primeira vez que dava aula de xilogravura. No primeiro dia, eu disse a eles: “Pega a tua madeira, leva para casa, bota dentro da tua fronha, junto com seu travesseiro, e dorme com ela. Ela – a madeira – vai te dizer  coisas de noite. Amanhã você me conta o que ela te disse.” Porque há madeiras que querem ser lixadas, outras não; há as que pedem para você desenhar direto nelas e as que já querem outra coisa. Enfim, o que ela quiser é o que você vai fazer, é o que você deve fazer. É preciso que se estabeleça uma relação muito íntima, pessoal e particular entre cada um e o seu material de trabalho. O jeito como vou tratar minha madeira não é o mesmo como você vai tratar a sua. E eu não sei o seu jeito, não posso saber. Mas posso te ajudar a descobrir.

 

"FRAGIL", xilogravura colorida, s/data, da artista gravadora ANNA CAROLINA

“FRAGIL”, xilogravura colorida, s/data, da artista gravadora ANNA CAROLINA

 

A GRAVURA E A CRÍTICA DE ARTE

Qual a relação da arte com os críticos? Quais as críticas que teriam correspondido melhor ao seu trabalho?

AC: O crítico tem a sua função, já que é uma pessoa que fala, escreve sobre arte. Mas, não é artista, não faz arte, não cria. O artista não precisa dele para ser artista, mas ele precisa do artista. Este não depende do outro, mas o outro depende deste. Além disso, o próprio artista, ou um outro colega, pode falar sobre o seu trabalho às vezes até melhor que o crítico.

Pessoalmente, no entanto, não posso me queixar, porque tenho tido uma boa relação com eles. O Walmir Ayala, por exemplo, me escreveu uma apresentação – acho que em 1977 – tão cuidadosa, uma análise tão séria do meu trabalho que sempre que o releio penso que foi escrita na semana passada. Com o passar do tempo, continua atual. Também gosto muito de uma crônica do Frederico Morais, publicada no O Globo, na época de uma exposição, e que depois ele incluiu num livro chamado Chorei em Bruges – Crônicas de amor à arte. E não posso esquecer do Antonio Bento, que me presenteou com uma apresentação linda, comovente. Ao lado deles, destaco a Adalice Araújo, no Paraná, e o Lindolf Bell, em Santa Catarina. O texto do Bell é pura poesia. Quanto à Adalice, vivenciamos uma história muito bonita. Certa vez, fui fazer uma exposição em Curitiba, a segunda ou a terceira, e achei que seria gentil convidar um crítico de arte do Paraná para fazer a minha apresentação, em vez de levar daqui tudo prontinho. Foi quando convidei a Adalice Araújo. Ela gostou da lembrança e pediu que fosse à casa dela conversar e também mostrar as gravuras que eu iria expor. Assim que cheguei, ela olhou a gravura por gravura, perguntou-me uma porção de coisas sobre elas e sobre o meu trabalho. Conversamos muito, mas eu só disse o que quis, porque boca, ainda bem, abre e fecha, feito porta. A minha gravura às vezes é uma espécie de diário e havia ali coisas muito pessoais que eu não queria revelar. Ela ficou com a pasta e voltei para o Rio. Passaram-se dois meses. Cheguei a Curitiba no dia do vernissage, com tudo pronto, catálogo impresso. Quando abri e li a linda apresentação da Adalice, tive a maior surpresa; fiquei emocionada. Mandei-lhe, então, uma braçada de flores com um cartãozinho: “Para Adalice, que sabe conversar com as gravuras…” Minhas gravuras tinham contado a ela coisas que a minha boca não dissera.

 

Fonte:

Depoimento dado pelo artista em 06/11/86, 15/05/96 e 17/07/96 para o livro:
Gravura Brasileira Hoje : depoimentos Vol.2
SESC Regional do Rio de Janeiro
(org. Heloisa Pires Ferreira, Maria Luiza Távora e Adamastor Camará)
Rio de Janeiro: SESC/ARRJ, 1996.
193p.

OSCAR ROTHKIRCH: A ARTE DA ÁGUA-FORTE

Há 80 anos atrás, um curioso artigo no Jornal A Nação, tinha como autor o alemão Oscar Rothkirch, pintor e artista gravador que veio para o Brasil fixar residência e, encantado pela natureza exuberante da região serrana fluminense, produziu um dos mais ... leia mais

© Copyright 2010 - Todos os direitos reservados - Made with WordPress