O Papel da Arte

DE GOELDI AO ABSTRACIONISMO

A Fundação Bienal de São Paulo, publicou em novembro/dezembro de 1974, o livro “Mostra da Gravura Brasileira” e convidou os mais importantes criticos de arte para falarem um pouco sobre a história da gravura no pais, desde os primórdios da colônia até  a gravura contemporânea. A José Roberto Teixeira Leite coube a tarefa de escrever sobre a moderna gravura brasileira que se inicia com Goeldi indo até ao abstracionismo. As imagens contidas nessa matéria não foram originalmente publicadas com o texto no citado livro. Passados mais de 40 anos, é interessante constatar que o texto omite aos olhos de quem o lê hoje, importantes nomes para a história da gravura brasileira enquanto outros artistas não sobreviveram ao tempo.

Professor e Crítico de Arte José Roberto Teixeira Leite

Professor José Roberto Teixeira Leite

 

Durante muitos anos coube a Goeldi a responsabilidade quase exclusiva de representar a gravura moderna no Brasil. Dizemos quase exclusiva, porque já desde 1926 Segall produzira as águas-fortes iniciais de suas séries Mangue e Emigrantes, e uns poucos outros artistas – entre eles Anita Malfatti, o misterioso Ricardo Bampi e Quirino da Silva, os dois últimos tão ligados a Goeldi – praticavam esporadicamente a arte da gravura, dentro de uma conceituação mais contemporânea do gênero.

 

Oswaldo Goeldi (1895-1961)

Oswaldo Goeldi (1895-1961)

OSWALDO GOELDI

Oswaldo Goeldi (1895-1961) é geralmente considerado o mais importante artista-gravador que o Brasil produziu. A sua atividade estende-se de 1924 a 1960 e se traduziu em centenas de xilogravuras de temática inconfundível: pescadores, felinos, esquilos, abutres, ruelas e casas de sobrados… Estilisticamente repercute, na obra goeldiana, a nota expressionista, e é sabida a influência, em certo momento decisivo, que o brasileiro recebeu de Alfred Kubin, com quem manteve uma correspondência e a quem conheceu pessoalmente em 1930.

Se o que de mais característico produziu nos anos iniciais de sua carreira se achava recolhido ao álbum 10 gravuras em Madeira, prefaciado pelo poeta Manoel Bandeira e publicado no Rio, em 1930, foi só em 1937 que nosso gravador introduziu em sua obra uma importante inovação: a cor, usada com maestria nas ilustrações para o poema “Cobra Norato” de Raul Bopp.  A partir de então, e até a morte, Goeldi alternou gravura em preto e branco e a gravura a cores, chegando à perfeição técnica de fazer com que a cor se integrasse perfeitamente à gravura, tornando-se, no dizer do crítico Ferreira Gullar, “cor gravada”.

"Peixaria", xilogravura colorida de Oswaldo Goeldi, década de 50.

“Peixaria”, xilogravura colorida de Oswaldo Goeldi, década de 50.

Outro aspecto notável da produção de Goeldi é sua atividade como ilustrador. Os pontos mais altos dessa atividade residem nas centenas de peças que realizou para Humilhados e Ofendidos, Recordações da Casa dos Mortos e  Os idiotas, em iniciais da década de 1940, quando a Livraria José Olympio convocou-o e outros artistas, para ilustrar a edição brasileira dos romances de Dostoiewsky, e soube traduzir as palavras em imagens visuais ricas de um conteúdo dramático muito de acordo com o seu próprio temperamento.

Dramático, poético, mas também fantástico, o estilo de Goeldi, manteve-se igual a si mesmo durante todo o decurso de sua carreira, ignorando contribuições mais recentes para se conservar em deliberado e total isolamento. Já quase ao fim da vida, em depoimento que vale também por uma profissão de fé, podia afirmar Goeldi com toda sinceridade: “Nunca sacrifiquei a qualquer modismo o meu próprio eu – caminhada dura, mas a única, que vale todos os sacrifícios”… Inversamente, foi Goeldi, dos artistas de sua geração, um dos que mais profundamente marcaram os mais jovens, fosse diretamente, através do ensino (que exerceu na Escola Nacional de Belas Artes e na Escolinha de Arte do Brasil), fosse, indiretamente, pelo impacto que causaram suas estampas e seus desenhos. A esse sentido, convém recordar que derivam de Goeldi artistas como Grassmann e Darel, Gilvan Samico e Newton Cavalcanti. Darel, que nunca foi a rigor aluno de Goeldi, nem nunca abriu uma xilogravura, tem inclusive uma frase que dá bem  a idéia da posição de Goeldi no panorama da moderna gravura brasileira: “Se para Dostoiewsky os escritores russos de seu tempo saíram do capote de Gogol, se para Diego  Rivera os mexicanos saíram das caveiras de Posada, nós, gravadores e desenhistas brasileiros, saímos dos becos de Goeldi.”

 

Livio Abramo, artista gravador (1903-1992)

Livio Abramo, artista gravador (1903-1992)

LÍVIO ABRAMO

Também de certo modo influenciado senão pela obra, ao menos pelo exemplo de Goeldi, Lívio Abramo começa a gravar em 1926, com 23 anos de idade e em caráter autodidata.  Nos próximos anos com fases de maior ou menos intensidade, sua atividade de xilógrafo alternar-se-á ao cultivo de outras técnicas da gravura, ao desenho, mesmo à pintura. Explorando a princípio a temática dos subúrbios de São Paulo, com sua paisagem e seus habitantes, Abramo paulatinamente orienta-se em direção a um expressionismo todo voltado para os grandes temas sociais. Suas xilogravuras de 1933 a 1935 possuem títulos sob tal aspecto esclarecedores: Operário, Vila Operária, Meninas de Fábrica. Igualmente de 1935 é a série Espanha, cujas obras derradeiras nasceriam ainda em 1938. Embora a ênfase no protesto social ou no engajamento político, essas gravuras, despidas já hoje de sua circunstância, resistem como obras de arte, mercê de uma força expressiva que os anos só parecerem ter sublinhado.

Lívio Abramo também praticou ilustração (Pelo Sertão, de Afonso Arinos, publicado em 1948, terá sido sua experiência mais importante, no campo), e depois de conquistar a viagem à Europa no Salão de 1950 realizou pelo menos mais três séries de gravuras: Rio (1952), dominada por uma nota de alegria e de largo lirismo: Festa, baseada nos fogos de artifício das festas de São João (1954) e Paraguai (1957), curiosamente evocando, em sua trama, ñanduti ou a renda daquele pais vizinho, onde tem residido a rigor nos últimos 15 anos.

Gravura da série "Espanha" de 1935, obra de Lívio Abramo.

Gravura da série “Espanha” de 1935, obra de Lívio Abramo.

Mestre de seu ofício, Abramo fundou, em 1957, o Taller de Grabado Julian de la Herreria, em Assunção, e em 1960, em São Paulo, o Estúdio Gravura, com Maria Bonomi e João Luiz Chaves, de onde saíram vários gravadores importantes. Sua obra por vezes avizinha-se deliberadamente do não-figurativismo, o que suscitou na época – de debates teóricos e apaixonadas discussões – irônicos comentários de Goeldi. Isso, porém será estudado no local adequado.

 

Marcelo Grassmann (1925 - 2013), artista gravador.

Marcelo Grassmann (1925 – 2013), artista gravador.

MARCELO GRASSMANN

Até então um menino preocupado com a escultura, Marcello Grassmann começa a gravar a madeira em 1943, para já em alguns anos dominar totalmente o seu meio expressivo e fazer obra tecnicamente madura. Sem maiores problemas quanto à parte artesanal de seu ofício, Grassmann concentrou-se por inteiro na expressão. Seduzido, sucessivamente, pelo Expressionismo alemão e pelos mestres medievais do Fantástico, Grassmann é artista deliberadamente arcaico, espécie fazer de diable transplantado da Idade Média diretamente para os trópicos. Seu mundo acha-se povoado de monstros e de animais compósitos, íncubos e súcubos, cavaleiros fantasmagóricos. Caso à parte nas artes gráficas nacionais, sua obra não prima tanto pela novidade ou pela inovação, mas pela qualidade invariavelmente alta de que se revestem todas as suas estampas. Estas, totalizando cerca de 400 peças, obedecem a praticamente todos os processos e técnicas da xilografia, da litografia e da gravura em metal.

 

Axl von Leskoschek (1889-1975), artista gravador.

Axl von Leskoschek (1889-1975), artista gravador.

AXL LESKOSCHEK

Escorraçado da Europa pela guerra, ,o austríaco Axl Leskoschek, chegou, como seus compatriotas Stefan Zweig e Otto Maria Carpeaux, em inicios da década de 1940 ao Rio de Janeiro. Passá-la-ia quase toda no Brasil, tendo sido um dos ilustradores da edição brasileira dos romances de Dostoiewsky efetuada pela Livraria José Olímpio, ao lado de Goeldi, Santa Rosa e outros artistas. Também fez ilustrações para outros livros e para periódicos, entregando-se preferentemente ao ensino, tendo-lhe cabido orientar, os primeiros passos de artistas como Fayga Ostrower, Renina Katz, Edith Behring, Ivan Serpa, Anisio Medeiros e Misabel Pedrosa. Sua obra brasileira é pouco extensa, sendo seu meio expressivo predileto a xilografia. Não é Leskoschek um expressionista na acepção completa do termo, mas um realista, preocupando-o, não raro, os aspectos mais corriqueiros ou mesmo prosaicos da existência. Seu desenho é anguloso e sintético, e o corte, seguro, embora algo frio. Retornando à Viena, ali, deu sequência Leskoschek a sua carreira artística, produzindo obras em que volta e meia retorna à temática brasileira. Para se aquilatar de sua influência sobre a gravura brasileira de meados da década de 1940 basta ver as ilustrações de Fayga Ostrower para O Cortiço, de Aluízio de Azevedo (1948), tão leskoschequianos de concepção e de execução.

 

Fayga Ostrower (1920-2001) e Darel Valença (1924), mestres da gravura brasileira.

Fayga Ostrower (1920-2001) e Darel Valença (1924), mestres da gravura brasileira.

FAYGA OSTROWER E DAREL VALENÇA

Caberia aqui, talvez, um breve enfoque da obra figurativa de Fayga Ostrower, que após inícios acadêmicos (foi inclusive aluna de Oswaldo Teixeira) estudou a gravura com Carlos Oswald e o há pouco citado Leskoschek; a parte figurativa da gravura de Fayga não suporta porém o confronto com a sua produção de tendência não-figurativista, motivo porque essa artista, que marca o início da gravura abstrata entre nós, será estudada no capítulo seguinte, que trata especificamente dos gravadores não-figurativistas. Ao contrário, a gravura do pernambucano Darel Valença Lins enquadra-se perfeitamente nos limites do presente capítulo, ele também tendo sido aluno de Carlos Oswald.

"Mulher do mangue", 1973, gravura em metal de Darel Valença.

“Mulher do mangue”, 1973, gravura em metal de Darel Valença.

Cultivando as técnicas do metal e a litografia, que aprendeu autodidaticamente em oficinas gráficas, quando, em princípios da década de 1950, desenvolvia ampla atividade de ilustrador de jornais e revistas, Darel sofreu a influência de Goeldi, embora não tenha sido jamais seu discípulo. Sua obra guarda igualmente certas vinculações com a de Grassmann, no sentido de que ambos buscam a ênfase na expressão. Nos anos que sucederam o seu retorno da Europa, até onde foi com o prêmio de viagem do Salão Nacional de Arte Moderna de 1957, Darel tem contudo se dedicado mais intensa e frequentemente à pintura do que à gravura. Registra-se ainda sua atividade didática em determinado período de sua vida, quando ensinou litografia a artistas como Anna Letycia e Quaglia.

 

Iberê Camargo (1914-1994), pintor e artista gravador.

Iberê Camargo (1914-1994), pintor e artista gravador.

IBERÊ CAMARGO

Iberê Camargo (1914-) grava desde 1943 e estudou as técnicas do metal com Hans Steiner, extraordinário virtuose da água-forte falecido no ano corrente, ele também aluno de Carlos Oswald e, até certo ponto, o que se conservaria mais próximo estilisticamente de seu mestre. De 1948 a 1949, porém, com o prêmio de viagem conquistado no Salão Nacional de Belas Artes de 1947, pode frequentar a oficina de Petrucci, em Roma, aprofundando seus conhecimentos das técnicas do metal. Tanto suas naturezas-mortas de 1953 quanto os carreteis que surgem em 1958, e as primeiras incursões no domínio do não-figurativismo que datam de 1960, exibem evidente domínio técnico, e marcante poder expressivo. Como tantos outros gravadores, Iberê Camargo tem-se dedicado amiúde ao ensino, e alunos seus foram, entre vários outros, Anna Letycia, Gesa Heller, Mario Carneiro e Eduardo Sued.

 

Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues, Carlos Scliar e Danúbio Gonçalves, integrantes do Clube da Gravura de Porto Alegre.

Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues, Carlos Scliar e Danúbio Gonçalves, integrantes do Clube da Gravura de Porto Alegre.

CLUBE DA GRAVURA

Em 1950 era criado na capital gaúcha o Clube de Gravura de Porto Alegre, por um grupo a que pertenciam Carlos Scliar, Glênio Bianchetti, Danúbio Gonçalves, Glauco Rodrigues e diversos outros nomes, em sua maior parte artistas de 30 e menos anos. O Clube de Gravura de Porto Alegre defendia o Realismo Social, pregando a arte para o povo e explorando temática sui-generis, em que predominam tipos regionais, costumes e tradições, a vida da estância etc. Não raro descambavam, seus componentes, para o comício político, com evidente deterioração da carga artística. Jorge Amado, arauto do grupo, em prefácio de 1952 para o álbum Gravuras Gaúchas, destacava a produção de todos esses gravadores engajados, citando “como uma tomada de posição contra a decadência da arte, o cosmopolitismo, a imitação servil de uma pseudo-arte, o formalismo sem conteúdo, contra uma arte desligada da vida, do homem, do futuro”. O exemplo dos gravadores e demais artistas do Realismo Social gaúcho frutificaria em clubes idênticos fundados em Bagé (1951) e mesmo no Rio de Janeiro em 1952, ambos de vida efêmera. O programa do Clube Carioca, por exemplo, era “fazer arte para o povo, e, por isso mesmo, inspirada nas suas próprias lutas e nos seus próprios sofrimentos.” Apesar do sectarismo político e do despreparo artesanal, o Clube de Gravura de Porto Alegre e seus congêneres de outras cidades deixou saldo positivo: a disciplina incutida em seus membros, muitos dos quais são, hoje, notáveis artistas, embora afastados – como Scliar, Glênio Biachetti e Glauco Rodrigues – da atividade gráfica.

 

Hansen Bahia (1915-1978), artista gravador.

Hansen Bahia (1915-1978), artista gravador.

HANSEN BAHIA

Ao mesmo tempo em que o Sul presenciava a criação do Clube de Gravura de Porto Alegre, à Bahia chegava o alemão Karl-Heinz Hansen, que muitos anos depois transformaria o nome em Hansen-Bahia. Autodidata, gravava desde alguns anos antes, na esteira do expressionismo norte-europeu. Hansen publicou no Brasil vários álbuns – Brasil (1951), Drama do Calvário (1952), Flor de São Miguel (1956) etc. Retornando em 1959 à Europa, editou em 1960 o álbum Die Nibelungen, no qual os louros personagens da mitologia alemã assumem por vezes os traços de prostitutas e velhos escravos de Salvador. Praticando a xilogravura, que ensinou a vários artistas jovens, como Calazans Neto, José Maria e Hélio Oliveira, Hansen-Bahia novamente se encontra hoje em Salvador, embora sua obra tenha experimentado nos últimos anos certo enfraquecimento, mostrando-se amaneirada e decorativa.

Mas Hansen-Bahia não foi o único responsável pelo surgimento do que se convencionaria chamar, anos depois, de gravura bahiana: Mário Cravo Filho e Henrique Oswald completaram sua atividade didática, devendo ser destacado, ainda, a obra bastante pessoal do segundo, filho de Carlos Oswald mas artista de temperamento independente e original. Desses gravadores bahianos, o mais importante talvez seja Emanuel Araújo, que após iniciar sua carreira com xilogravuras de opulento colorido, focalizando uma temática absolutamente regional, mais tarde evoluiu no sentido de uma gravura abstrata, motivo pelo qual será analisado em outro local do presente ensaio.

Newton Cavalcanti, artista gravador que deu continuidade ao expressionismo goeldiano

Newton Cavalcanti, artista gravador que deu continuidade ao expressionismo goeldiano

Influenciados pela arte popular e temperados pelo exemplo de Goeldi, os pernambucanos Newton Cavalcanti e Gilvan Samico tem na xilogravura seu meio expressivo predileto. Newton, mais rústico, enfoca tematicamente cangaceiros e beatas, animais encantados e lendas sertanejas; Samico, mais civilizado, acha-se grandemente imbuído de preocupações de ordem formal, e utiliza a cor com rara maestria, embora tematicamente aproxime-se de Cavalcanti em mais de um aspecto.

O polonês, hoje naturalizado brasileiro, Maciej Anton Babinski é um expressionista igualmente tocado pelo exemplo de Goeldi. Chegado ao Brasil em 1953, utilizava as diversas técnicas do metal, em ilustrações  e, para os últimos anos, em estampas independentes de raro poder expressivo.

A partir de 1959 a gravura brasileira tornou-se mais e mais não figurativa, com a adoção por nossos artistas, dos new ways of gravure preconizados pelos Hayter e pelos J. Friedlaenders. Vários artistas mais novos, contudo, mantiveram-se impraticáveis a essas inovações, devendo ser mencionados entres eles Octávio Araújo (1926-), que tem na litografia sua técnica favorita, Roberto Magalhães, cujas primeiras xilogravuras, datadas de 1963, revelaram extraordinariamente um jovem mestre e Vilma Martins. Com o retorno ao figurativismo, novos artistas gravadores revelar-se iam em datas mais recentes, bastando que sejam citados nomes como os de Bess (Ruth B. Courvoisier), chegada em 1961 ao Brasil, Célia Shalders (1934-), Eduardo Cruz (que é de 1943) e Aloísio Zaluar (1937). Finalmente são numerosos os gravadores de gerações novíssimas que hoje praticam uma arte de cunho figurativista, o que desaconselha que exemplifiquemos com nomes os praticantes das últimas tendências, inclusive no campo da serigrafia,  dominada, seja dito en passant,  pela figura maior de Dionísio Del Santo.

A água-forte no Rio de Janeiro

  Importante testemunho histórico de  Carlos Oswald,  considerado o pioneiro no ensino da gravura de arte no Brasil,  dado ao Jornal Correio da Manhã na edição de domingo, 20 de janeiro de 1952. A água-forte no Rio de Janeiro   O interesse pela gravura hoje em ... leia mais

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