O Papel da Arte

JULIO REIS

  

Julio Reis, gestor do site O Papel da Arte

Falar de si próprio é sempre estranho, constrangedor, e pode soar como egocentrismo, mas vamos lá. Meu nome é Julio, sou carioca, 40 anos, nascido no Leblon, criado em Santa Teresa e morador atual da Lapa. Formado e pós graduado em Comunicação e Jornalismo Cultural pela UERJ, atuo nas áreas de marketing, relações públicas,  hotelaria e implantação de condomínios.  

Há muitos anos acompanho o panorama brasileiro das artes plásticas, como simples frequentador de exposições no eixo Rio-São Paulo, ou mesmo como comprador esporádico de obras de arte. Atuar no campo das artes plásticas para mim sempre foi algo muito prazeroso e, muitas vezes, deixei de ir a uma sessão de cinema para curtir uma bela exposição de gravuras do Iberê Camargo, Oswaldo Goeldi,  Carlos Oswald,  Roberto Magalhães, Rubem Grilo e tantos outros. 
 
Garimpar em leilões residenciais, frequentar feiras de antiguidades e estar atento ao mercado são características de quem realmente quer formar uma coleção. O processo de formação de um conjunto de gravuras ou de arte em geral poderia ser comparado ao processo de aprendizado para conhecer vinhos. À medida que conhecemos mais profundamente, vamos refinando nosso gosto e apurando o  paladar.   

Com a gravura acontece o mesmo. Começamos comprando uma serigrafia com tiragem alta, depois compramos uma litogravura com tiragem média, e aí vamos para uma gravura em metal 1/10 até, quem sabe, chegarmos a ostentar em nossa parede uma daquelas valiosas xilos que o Goeldi fez com tiragens mínimas, quase únicas, disputadíssimas nos leilões da Soraia Cals ou da Bolsa de Arte. Depois aprendemos a gostar de algumas fases de um determinado artista ou ser indiferente a outras. Fazemos compras para eventuais trocas com outros colecionadores bem como vendas para tentar adquirir, mais adiante, aquela obra com que sonhamos há anos para completar um ciclo de nossa coleção.   

Essa é a paixão do colecionador, onde a persistência e paciência são fundamentais para o sucesso da coleção. É quando aparece outro grande problema: onde encontrar espaço para pendurar mais uma bela aquisição?

Edith Behring e a gravura brasileira

Há 20 anos atrás a Oficina do SESC-TIJUCA, publicou três livros de entrevistas denominado “GRAVURA BRASILEIRA HOJE: depoimentos”, coordenado por  Heloisa Pires Ferreira e Maria Luiza Luz Távora com as entrevistas feitas por Adamastor Camará,  onde foram colhidos o testemunho dos mais importantes ... leia mais

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