O Papel da Arte

PONTA SECA

"Cidade fantástica" gravura à ponta-seca, 1961. Darel Valença.

“Trata-se de um método aparentemente fácil. Basta atacar diretamente o metal com uma ponta de aço. A profundidade do traço depende da pressão que se faz com a mão. O Gravador deve segurar o buril o mais perpendicularmente possível em relação à superfície da chapa para obter duas rebarbas fortes nas bordas do traço. Gravando com a ponta inclinada, resulta um traço menos profundo e, por conseguinte, obtem-se uma rebarba mais fraca, menor do lado da mão. As rebarbas, características deste método direto, não devem ser cortadas. São nelas que a tinta de impressão se agarra e delas depende a força da linha gravada. Pode-se naturalmente cortar uma parte da rebarba, quando esta operação corresponde às necessidades do nosso trabalho. E, neste caso, usa-se o raspador no sentido do comprimento da linha. É melhor fazer esta correção com a chapa atintada, o que permite sejam vistos os valores que devem ser suprimidos. Pode-se marcar o desenho, usando-se nanquim, lápis de cera, creion litográfico ou lápis simplesmente. A ponta seca gasta-se facilmente, motivo pelo qual não se deve tirar repetidas cópias antes de terminado o trabalho. É o processo que mais sofre a pressão da prensa. Convém cromar a chapa si se deseja aumentar as possibilidades da tiragem.”

Fontes:

CAMARGO, Iberê. A Gravura.  Topal, São Paulo, 1975.
CAMARGO, Iberê. A Gravura.  Porto Alegre, Sagra: DC Luzzatto, 1992.

ENTREVISTA COM MONICA BARKI

  Monica Barki, uma das mais completas artistas brasileiras que surgiram nos anos 80 está com uma nova exposição que comecará no dia 09 de setembro na Galeria Acervo da Casa de Cultura da América Latina em Brasília. Sua nova série de desenhos ... leia mais

© Copyright 2010 - Todos os direitos reservados - Made with WordPress