O Papel da Arte

PROCESSO DO AÇÚCAR

"Núcleo", 1966. iberê Camargo. Água-tinta (PROCESSO DO AÇÚCAR)"

“Consiste em desenhar sobre a chapa, perfeitamente desengraxada, com tinta nanquim saturada de açúcar. O desenho pode ser executado a pena ou pincel diretamente sobre a chapa. Depois de seco o desenho, cobre-se a chapa com uma fina camada de “vernis a recouvrir” e, uma vez seco, mergulha-se esta numa banheira de água fria ou morna, para que o verniz solte nas partes desenhadas. Uma vez isso conseguido, a chapa é retirada da água e, depois de seca, pulverizada, no todo, com uma camada de resina e aquecida ligeiramente a fim de fixar a resina. Também se pode desenhar sobre a chapa, já preparada previamente, com o grão de resina antes de se começar o desenho.

Apressa-se o rompimento do verniz sobre os traços com um pincel de pelo farto e macio. A mersura se faz com Mordente Holandês e tanto pode ser plana como por coberturas. Desengraxa-se a chapa com branco de Espanha e álcool retificado.”

Fontes:

CAMARGO, Iberê. A Gravura.  Topal, São Paulo, 1975.
CAMARGO, Iberê. A Gravura.  Porto Alegre, Sagra: DC Luzzatto, 1992.

CARLOS OSWALD, MESTRE DA GRAVURA BRASILEIRA

Na atualidade, o Brasil se encontra muito bem representado por artistas gravadores. Com a vinda da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, gerou grandes benefícios a, então, incipiente colônia do Brasil. Os milhares de objetos que chegaram ao País, ... leia mais

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